Super Nintendo

Battle Grand Prix

Jogo de corrida de automóveis (Formula 1). Lançado exclusivamente para Super Nintendo.

 

Fotos e Review do nosso colaborador João Marcos Palma:

 

Battle Grand Prix é um jogo de corrida que teve seu lançamento oficial no Japão no dia 27 de março de 1992. Já no Estados Unidos o jogo foi lançado 1 ano depois, em abril de 1993. A desenvolvedora responsável pelo jogo foi a Naxat Soft.

Os japoneses em si, depois do primeiro GP de F-1 no ano de 1976 demonstraram ser amantes de corridas de F-1, inclusive do nosso ídolo Ayrton Senna, que até hoje é lembrado com muito carinho por lá. Chegam a superar os brasileiros nesse quesito.

Falando um pouco de como o jogo é, ele tem em sua totalidade 40 circuitos jogáveis, sendo alguns circuitos de rua, contendo 24 equipes, 48 pilotos divididos em três categorias. Muitas cidades que tem os seus circuitos foram inspirados na história de F-1 até o ano de 1991, todavia nenhum circuito era oficial.

As categorias do jogo são relacionadas com a dificuldade que era escolhida para jogar, sendo a mais fácil e mais curta beginner com apenas 4 corridas, a pro sendo a intermediária e a expert sendo a mais difícil, com uma temporada completa com 16 corridas. Cada categoria tem seus pilotos e carros. Battle Grand Prix conta também com o modo survival, com circuitos diferentes da temporada regular. É possível jogar em dois players em ambos os modos e além do modo Vs. O modo slot é simplesmente para você que gosta de ver o jogo rodando sozinho, assistindo a disputa entre o computador em uma temporada.

Algo que se torna problemático e diferente dos jogos do gênero de corrida da mesma época é câmera. A visão do jogo é de cima, mesmo jogando somente uma pessoa é obrigatório que a tela fique dividida em duas, de forma vertical, sendo o computador a controlar o outro player que normalmente é seu “rival” de acordo com os resultados que vão acontecendo durante a temporada.

Algo que chega a ser engraçado e bizarro ao mesmo tempo são os traçados que em sua maioria são bem repetitivos e bizarro devido as certas chicanes/curvas extremamente diferentes que se realizadas em alta velocidade é possível passar ileso por elas. O circuito de Genebra é o mais difícil do jogo devido suas curvas “cotovelo” que mais parecem a letra U deitada dentro de um circuito de rua que dificulta mais ainda a vida de quem está jogando.

Algo que muitos podem dar falta, que existe em outros jogos são os mapas dos circuitos, e mesmo que estivessem no jogo, não fariam muita diferente pois as curvas muitas vezes aparecem do nada, mesmo o jogo avisando com uma placa piscando na tela para que direção seguir, sem contar as pegadinhas do jogo nas curvas que tem um recorte a mais do que o esperado e fazem você muitas vezes passar reto e bater na proteção.

Battle Grand Prix te da opção de 5 a 20 voltas em todas as corridas. E de fato 5 laps é um número bom devido ao grau de repetição das pistas que eram comuns naquele período. Outras curiosidades em relação às corridas, você tem “apenas” 120 segundos de treino para tentar se qualificar na melhor posição para o grid de largada e normalmente o jogador acaba ficando com a primeira posição pois sempre é o primeiro a sair para o treino e pega pista livre.

O seu rival na primeira corrida é aleatório e a partir da segunda corrida, nos treinos ele é definido pela sua posição no campeonato.

No jogo, todas as posições pontuam sendo o primeiro colocado com 16 pontos e cada posição abaixo diminui um ponto, sendo o último colocado a ficar com somente 1 ponto. Não se pontua se for retirado da prova por desistência, acidentes. Acidentes que são bem comuns nas largadas caso você não largue em primeiro, já que todos se embolam.

Falando um pouco dos pilotos e das equipes, na época como existia a dificuldade para se ter nomes e outras coisas oficiais, a Naxat optou por uma forma bem simples e que lembraria de cara os mais aficionados por corrida, usar as iniciais dos pilotos da temporada de 1992 da F-1 e alguns outros famosos de outros anos. Exemplo é o próprio Ayrton Senna que tinhas suas inicias A.S. O jogo tem também Nigel Mansel (N.M.) que se consagrou campeão naquele ano, seu companheiro Ricardo Patrese (R.P.) e outros brasileiros como Maurício Gugelmin (M.F.) Roberto Moreno (R.M), Nelson Piquet (N.P) e até o Emerson Fittipaldi na categoria Pro.

As equipes apesar dos nomes “estranhos” como Milla, King, tinham suas referências claramente nas equipes de F-1 como Ferrari, Mclaren, Williams entre outras. E com as cores iguais na medida do possível dos carros reais de F-1. Algo que deixava o jogo bem chato em si, era ligado diretamente à velocidade dos carros. Cada carro tinha sua velocidade máxima definida sendo o primeiro carro do team Milla o mais rápido do jogo com 361 km/h do Senna seguido pelo King do Mansell como o segundo mais rápido. Ou seja, por mais que o jogador tenha dificuldade para largar bem, a velocidade final do carro ajuda muito para conquistar posições, mesmo sendo difícil fazer as ultrapassagens devido às curvas.

Ao ser campão no Expert tem um final com os créditos e uma música lenta com sensação de nostalgia.

Algo que é bem peculiar no jogo é quando a chuva aparece. Nas tv’s antigas, que nem sempre a imagem era das melhores, parecia ser um mau contato do cabo ligado na televisão por parecer “chuviscos” na tela. Mesmo o barulho dos pneus e derrapagens na pista as vezes leva a entender que só precisa trocar os pneus pelo desgaste, já que o principal é manter o caro inteiro e em qualquer parada nos boxes trocam-se os pneus. Todavia se observar bem realmente aparece uma chuva, que está mais para riscos na tela do que gotas em si.

Battle Grand Prix talvez seja um jogo bem obscuro para muitos jogadores de Snes devido a outros títulos no mercado naquela época como Mario Kart por exemplo. Esse é um jogo que vale pelo menos a curiosidade de se jogar devido as peculiaridades dele.

 



Ano Lançamento: 1992

Fabricante: Hudson Soft, Naxat



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