Estúdio Gearbox anuncia que irá trabalhar em novo game da franquia Duke Nukem

Por Edson Godoy
Em 21/07/2015

 

Uma das franquias mais emblemáticas do gênero tiro em primeira pessoa, Duke Nukem, está prestes a ganhar um novo capítulo. A produtora Gearbox anunciou que está trabalhando em conceitos para a criação de um novo game da franquia. A última experiência com o herói não foi das melhores. Quem lembra de Duke Nukem Forever, game lançado em 2011? Um game que demorou incríveis 14 anos (!!!) para ficar pronto.

 

Se fosse só a demora no desenvolvimento estaria bom. O game foi um fracasso em todos os níveis: crítica, público e vendas. Isso é o suficiente para assustar os gamers em relação à possibilidade de um novo game da série vir com qualidade (péssima) semelhante ao Forever? Assusta! Mas basta lembrarmos da história dos games da série para que a animação volte.

 

Ao contrário do que muita gente pensa, Duke Nukem começou como um game de ação em 2D com elementos de plataforma, lançado para PC em 1991. A 3D Realms, criadora do jogo, ainda trouxe Duke Nukem 2, com a mesma fórmula do primeiro game, mas com gráficos melhorados e uma nova história. A verdade é que Duke Nukem em 2D não deixou nenhuma grande marca na história e o personagem teria passado batido, não fosse o lançamento do fantástico Duke Nukem 3D em 1996.

 

O game trazia a emoção do grande jogo de tiro em primeira pessoa da época, Doom, com a adição de um universo 3D que trazia muito mais liberdade ao jogador (como plataformas, saltos, jetpacks, etc.). Além disso, o game fazia o estilo politicamente incorreto, com um personagem cheio de atitude, mulheres nuas e todo tipo de absurdos (que hoje em dia seriam considerados light).

 

Ele trazia um modo de jogatina em rede que virou febre!!! Aqui em Campo Grande mesmo, foi Duke Nukem o primeiro jogo que atraiu as crianças e os adolescentes para as lan houses (que eram embrionárias ainda na época). Me veio à mente agora as tardes de estudo no Dom Bosco, com os intervalos divertidos na “microteca”.

 

Depois desse game, a série entrou em uma nova era, não muito gloriosa. O game passou a ter visão em terceira pessoa (“a lá” Tomb Raider), em games como Duke Nukem: Time to Kill e Land of the Babes (ambos para o Playstation) e Duke Nukem: Zero Hour (Nintendo 64). Depois disso o herói de personalidade forte ficou por vários anos esquecido (com uma ou outra versão obscura sendo lançada para consoles como Mega Drive e Game.com), até o lançamento do fatídico Duke Nukem Forever.

 

O novo game ainda está na fase conceitual e a Gearbox está à procura de softhouses para colaborar com o projeto. Isso faz com que o medo pelo resultado seja ainda maior, já que a última vez que a empresa criou um jogo de nome, utilizando a ajuda de outras softhouses, foi com o game Aliens: Colonial Marines, lançado em 2013 e que também foi um fracasso de público, crítica e vendas. Torcemos para que a Gearbox acerte a mão desta vez, para que possamos curtir um Duke Nukem de qualidade, como na metade da década de 90.

 

Matéria originalmente publicada no site Campo Grande News pelo VGDB.

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